outubro 16, 2009

Ela ainda estava lá

Passou-se e o dia inteiro, cheguei em casa exausta e ela ainda estava lá no canto de parede que fica atrás da porta!

Tenho que fazer xixi olhando a maldita barata de pernas pra cima, me aterrorizando todas as vezes que a olho fixamente.

Eu sentada, fazendo xixi, e ela mexendo a cabeça e as longas antenas acima de sua testa (imagino eu que ela tenha uma testa). Ela mexe as malditas antenas juntamente com todas as suas pernas. E eu tendo que tomar um banho e lavar os cabelos.

Imagine eu parecendo uma atleta de salto em altura, só que imagine isso no chuveiro!!
É assim, vou ajudar: eu tenho que tomar banho, lavar os cabelos e evitar respingos de água longos, de tal maneira que nem cheguem perto do ser de cor marrom (eu nunca gostei dessa cor!) que se encontra imóvel, nesse momento, de pernas pra cima no meu banheiro. Então, eu fazendo todo o esforço possível para que não caia nenhum pingo de água ou espuma de xampu perto do canto que fica atrás da porta e a desgraçada assustada dê um pinote acrobático e saia tonta desvairada e eu, com isso, morra de um ataque fulminante do coração. Chego a ouvir a música estridente num clima de suspense igual aos filmes em que o psicopata aparece do nada para a mulher de blusa regata e sem soutien que depois de perseguida é torturada friamente com uma serra elétrica.
Nesse momento eu me imagino estatelada no chão do banheiro minúsculo e a maldita barata tonta enlouquecida passando sobre o meu corpo. Nesse exato momento, inclusive, acho que vou ter um ataque cardíaco e as coisas pioram quando eu num esforço desvairado para terminar meu banho sem nenhuma seqüela psicológica que seja, com condicionador no cabelo, sabonete pelo corpo, ainda tendo que passar o sabonete líquido no rosto, deixo cair o xampu de cima da privada causando um estrondo horroroso que faz a maldita se espernear por horas.
Basta! Ligo o chuveiro e depois do banho com cabelo lavado mais rápido que eu já tomei na vida, tenho que pensar na maneira mais rápida de atravessar a porta e sair daquele banheiro, que hoje me pareceu muito menor do que ele é realmente.
Junto tudo que preciso levar para o quarto nas mãos, abro a porta e quase que me materializando para o outro lado; estou salva!!
Saio molhando toda a cozinha, a sala e o quarto pensando nas pessoas que quando eu contar irão falar:
- Aii... é só uma barata!

2 comentários:

  1. tenho a impressão de já ter lido essa história..
    hmmm =)

    beeeeijo liiiiiiiiiinda!

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  2. Já tirei do blog seu óculooos!pensei q vc não quizesse mais!

    tah guardado pra vc enton!

    xêrooo

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