abril 10, 2011

Mudando de estação


Estamos em abril... as águas de março passaram e agora chove com mais frequência aqui em Natal. Ontem apareceu uma barata de madrugada aqui no meu quarto. Não moro mais em apartamento, esse ano estou morando numa casa. Ainda agora apareceu uma voando na cozinha =O.

Nos últimos tempos, algo mudou na minha personalidade que não me deixa mais matar as baratas sem um sentimento de culpa tremendo que me faz achar as ultimas postagens um ato de crueldade tamanha.

Tudo começou na Pipa, no ano passado, quando apareceu uma barata no quiosque que tínhamos alugado. Não tive coragem de matá-la quando ela se escondeu por traz dos pacotes da cozinha e eu apenas a enxotei para perto do local reservado para colocarmos o lixo do lado de fora. Foi hilário, vou contar! Estávamos eu e a minha vizinha estudando na cozinha. Isso mesmo! Estávamos de férias na Pipa e estudávamos de madrugada, enquanto todas que foram conosco dormiam.

Pois bem, alugamos um minúsculo quiosque compacto com três camas (sendo um beliche), um banheiro e uma cozinha. A mesa ficava imprensada entre a parede a pia e o fogão. Agora imagina uma barata aparecendo no meio disso tudo. Ficamos duas loucas pinotando na cozinhaQuartoBanheiro tentando não acordar as que estavam dormindo. Coitada da barata! Deve ter tido quase um ataque cardíaco (imagino eu que ela tenha um coração). Ficou se tremendo por traz dos pacotes de compras que estavam no chão. Não tive coragem de sentar a chinela nela. Pensei... Vou levá-la para um lugar mais seguro! E, como disse, a conduzi para perto do lixo.

A que apareceu ontem, no meu quarto eu tive que matar com inseticida... Acordei de madrugada fui ao banheiro e quando estava voltando para cama vejo um ser marron peranbulando na madruga. Como sei que teria um xilique se enquanto estivesse dormindo ela resolvesse querer ir para cama comigo, a prendi no banheiro e borrifei inseticida. Escrevendo isso agora fico imaginando uma câmara de gás com a bichinha preza lá dentro. UNF!

Ah, a que apareceu ainda agora na cozinha, deu um jeito de sumir antes de qualquer coisa. Desapareceu, escafedeu-se. Ainda bem!

dezembro 29, 2009

Sábado à noite, nem todo mundo espera!

Eu sabia que mais cedo ou mais tarde, morando a boa parte do tempo sozinha há três meses, ela apareceria...
Foi então que numa acalentadora noite de sábado, encontrando-me só, no quarto, tomando uma taça de vinho enquanto trabalhava no computador e alternava minhas idas a janela para fumar um cigarro, ela apareceu. Da janela meus olhos a vêem em primeiro plano em contraste com as crianças brincando na praça lá embaixo. Nessa hora eu enlouqueci, meu coração disparava e minhas pernas ficaram trêmulas. Um sentimento de temor e raiva tomava-me conta, eu não sabia o que fazer. Fiquei por um instante paralisada, meu medo era que ela pulasse janela adentro para o interior do meu quarto. Ela estava estática parecia que a qualquer momento ia pular em cima de mim. Eu não conseguia desviar o olhar, estava hipnotizada, aterrorizada com aquele súbito encontro. Eu estava, há três meses, feliz por não vê-la.
Não tinha a quem pedir ajuda, tinha que me livrar dela por mim mesma, mas não sabia como. Ambas estávamos imóveis, ela fazia movimentos sutis, mas não se decidia se entrava ou ia embora janela a fora. Eu estava aterrorizada, não acreditava que ela subira até o terceiro andar!
Por um momento eu consigo aproximar o notebook e pedir ajuda a primeira pessoa que achava que podia... Estava conectada ao MSN mas não podia confiar esse segredo a qualquer pessoa.
Vejo Erikiii pitanga online, nela eu posso confiar fielmente:

- Erikiii tem uma BARAAAATA no meu quarto!
- Ai meo deos, Dani. Tira ela daí.
- Não posso, ela está na janela entre uma brecha e outra, parada, estática, balançando suas malditas antenas.

O meu quarto é minúsculo. Tem uma cama, uma estante de livros, uma escrivaninha, o guarda-roupa, um pequeno móvel na vertical para guardar CDs, o skate no canto da parede, uma mala embaixo da cama juntamente com um colchonete enrolado e o ventilador atrás da porta que só abre até a metade. A todo tempo eu imaginava que se ela pulasse para dentro do quarto seriamos duas enlouquecidas num cubículo 4x4. Chegava a suar frio só de pensar.

- Ai meo deous, Dani, que aflição!

Erikiii morre de medo de gatos e entende muito bem esse terror que tenho por baratas.

- Erikiii meu quarto é minúsculo, vou morrer estatelada aqui se ela entrar!
- Então pega uma vassoura, Dani, e empurre-a pela janela.
- Boa, mas se enquanto eu estiver fora ela desaparecer? N vou saber se ela entrou ou saiu. Fica de olho, se vir alguma coisa grita (que significa chamar atenção, no MSN!).

Deixei a webcam ligada enquanto ia à cozinha pegar uma vassoura. Pensando: e se quando eu voltar ela estiver saído de lá? Dormirei na sala se não encontrá-la!
Ao retornar ela ainda estava lá a minha espera, parada. Tive que subir em cima da cama para tentar enxotá-la para fora, mas foi inútil. No primeiro movimento a desgraçada entra para o interior do meu quarto, tudo o que ela queria; passar a noite comigo. Mas eu estava determinada a expulsá-la de vez da minha vida.

- Ai jezuiz, Erikiii, a maldita entrou no meu quarto, vou morrer!
- Dani, esmaga logo essa barata! Mata ela!
- Ela foi parar em baixo da cama. Ai meo deos, Erikiii, tem mil coisas lá embaixo. Trei que afastar tdo.
- Afasta. Ora bolas! Tira esse bicho daí.
- Jezuiz Erikiii! Tem mil roupas q caiu da mala espalhadas plo chão...
- =OOOOO

Joguei a mala juntamente com as roupas para fora do quarto e o colchonete e enlouquecida mente começo a dar pancadas na parede com a vassoura embaixo da cama na tentativa de esmagá-la. O que deu muito certo, pois havia um prendedor embaixo da cama e eu consegui esmagá-la entre o prendedor e a parede. Ui. Erg. Eca... Ufa.

- Aeee Dani, ta viva? =O
- Ahh Erikiii, simmm... Esmaguei a maldita barata!

outubro 18, 2009

Outro dia, outra barata!

Estava quase dormindo, tinha acabado de deitar, fazia pouco tempo que tinha terminado de responder uma prova. Daí que deitada, ouvi um barulho: PLAFT! Sim, esse barulho de barata caindo no chão. Não foi difícil imaginar, pois tinha deixado uma tigela com migalhinhas de comida em cima da escrivaninha. Tinha esquecido-se de levar para a cozinha quando fui escovar os dentes e quando percebi achei melhor não voltar mais pois tinha um primo do meu pai dormindo no sofá e eu não queria mais atravessar a sala.Não foi difícil imaginar também exatamente onde ela estava, pois eu havia deixado a janela que dá para a área aberta.

Ao ouvir o plaft pulei da cama imediatamente, acendi a luz e não me importando mais com o primo do meu pai que estava na sala comecei a jogar um tênis atrás do móvel que fica bem abaixo da janela que dá para área e lá estava ela, imóvel atrás do móvel. Barata tem essa mania de se fingir de morta! Mas eu já sabendo disso, jogava ainda com mais força o tênis em cima da desgraçada, minha vontade era esmagá-la, pois tinha a impressão de que não lhe causava nenhum dano quando atirava furiosamente em sua direção o meu All star lilás. Teve uma hora em que não sei como consegui ter o bicho de pernas pra cima se debatendo e foi aí que eu ouvi que a minha mãe havia acordado. Corri no quintal para pegar pá e vassoura, já implorando para que ela, que já sabe de todo o meu terror por esse bicho marrom e fedorento, assumisse o controle da situação. Enquanto quase tinha um ataque cardíaco, minha mãe delicadamente colocava a barata na pá e levava-a tranquilamente para o quintal, que nem parecia que tinha acabado de acordar no meio da noite com alguém sacudindo um tênis na parede.

Eu a acompanhava enquanto ela levava a semi-barata semi-esmagada, acreditem, ainda viva em cima da pá, para o quintal. Imaginei-a rindo de pernas pra cima na pá em um passeio turístico pela casa, rindo da minha cara, lógico! Foi então que num súbito momento, ela, a semi-barata semi-esmagada aproveitando-se de toda tranqüilidade da minha mãe dá um pinote de artista circense e desaparece como mágica na escuridão do quintal.

Pasmem! Não gosto mesmo desse bicho, mesmo.

E o primo do meu pai? Nem acordou!

outubro 16, 2009

Ela ainda estava lá

Passou-se e o dia inteiro, cheguei em casa exausta e ela ainda estava lá no canto de parede que fica atrás da porta!

Tenho que fazer xixi olhando a maldita barata de pernas pra cima, me aterrorizando todas as vezes que a olho fixamente.

Eu sentada, fazendo xixi, e ela mexendo a cabeça e as longas antenas acima de sua testa (imagino eu que ela tenha uma testa). Ela mexe as malditas antenas juntamente com todas as suas pernas. E eu tendo que tomar um banho e lavar os cabelos.

Imagine eu parecendo uma atleta de salto em altura, só que imagine isso no chuveiro!!
É assim, vou ajudar: eu tenho que tomar banho, lavar os cabelos e evitar respingos de água longos, de tal maneira que nem cheguem perto do ser de cor marrom (eu nunca gostei dessa cor!) que se encontra imóvel, nesse momento, de pernas pra cima no meu banheiro. Então, eu fazendo todo o esforço possível para que não caia nenhum pingo de água ou espuma de xampu perto do canto que fica atrás da porta e a desgraçada assustada dê um pinote acrobático e saia tonta desvairada e eu, com isso, morra de um ataque fulminante do coração. Chego a ouvir a música estridente num clima de suspense igual aos filmes em que o psicopata aparece do nada para a mulher de blusa regata e sem soutien que depois de perseguida é torturada friamente com uma serra elétrica.
Nesse momento eu me imagino estatelada no chão do banheiro minúsculo e a maldita barata tonta enlouquecida passando sobre o meu corpo. Nesse exato momento, inclusive, acho que vou ter um ataque cardíaco e as coisas pioram quando eu num esforço desvairado para terminar meu banho sem nenhuma seqüela psicológica que seja, com condicionador no cabelo, sabonete pelo corpo, ainda tendo que passar o sabonete líquido no rosto, deixo cair o xampu de cima da privada causando um estrondo horroroso que faz a maldita se espernear por horas.
Basta! Ligo o chuveiro e depois do banho com cabelo lavado mais rápido que eu já tomei na vida, tenho que pensar na maneira mais rápida de atravessar a porta e sair daquele banheiro, que hoje me pareceu muito menor do que ele é realmente.
Junto tudo que preciso levar para o quarto nas mãos, abro a porta e quase que me materializando para o outro lado; estou salva!!
Saio molhando toda a cozinha, a sala e o quarto pensando nas pessoas que quando eu contar irão falar:
- Aii... é só uma barata!